De acordo com França & Stehmann (2004) essas relíquias naturais foram fragmentadas e encontram-se em diferentes estágios de regeneração e essa exploração foi realizada nas últimas décadas. Os autores ainda mencionam que grandes remanescentes estão sob Unidade de Conservação da APA (Área de Proteção Ambiental) Fernão Dias, justamente pela relevância hidrológica da localidade, onde encontram-se as nascentes dos rios Capivari, Sapucaí-Mirim, Jaguari e Camanducaia, que abastecem diversas cidades do Sul de Minas Gerais e região metropolitana de São Paulo. <br><\br> Como a intenção do proprietário é manter o fragmento florestal, valorizar as riquezas biológicas e se possível enriquecer a área com espécies nativas, além de toda particularidade já descrita para a região da APA Fernão Dias, reconhecer as espécies do local é de extrema relevância para proteger a biodiversidade e a manutenção dos recursos hídricos. Assim, este estudo servirá como embasamento científico com dados a serem trabalhados em programas de educação ambiental aliados ao ecoturismo da região, promovendo dessa forma, a dispersão de conhecimento para a preservação e conservação da biodiversidade da Serra da Mantiqueira.
Mata atlântica preservada
Cento e trinta mil metros quadrados de mata nativa entre a Pedra Chanfrada e a Pedra do Forno. A maior parte do terreno permanece intocada — só duas cabanas em treze hectares.
Arquitetura de baixo impacto
Projeto do escritório MAPA Arquitetos com estrutura metálica FRISOMAT, montada a seco, sem grandes movimentações de terra. A construção se adapta ao terreno, não o contrário.
Água, energia e resíduos
Uso consciente da água da serra, separação de resíduos e o mínimo de iluminação artificial — para que o céu noturno continue sendo um espetáculo.
Fauna e flora
Saíras, sabiás e o tucano-de-bico-verde fazem parte da rotina. Pedimos a cada hóspede respeito às trilhas, ao silêncio e aos bichos que aqui já moravam.
